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Concelho de Nisa - Rota dos Açudes PR 6

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Travel Forms: Zu Fuß

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Entfernung Entfernung: 10,6 km

Geschätzte Zeit Geschätzte Zeit: 3h30

Route Type Route Type: Rundweg

Beschreibung:

Nisa> EM 526> Pé da Serra> EM 526> Salavessa
O percurso inicia-se na aldeia de Salavessa, onde sobressaem as casas caiadas de branco ou em tons carregados, com reboca encrespado, graças à mistura de areia e cal. Concentre-se nos rodapés azuis, amarelos e verdes, e nas altas e corpulentas chaminés brancas, de formas arredondadas, com barras azuis e amarelas ou encimadas por cata-ventos.
Contrariando o adágio popular ´´quem passa em Salavessa, é ir devagar e vir depressa´´, percorra calmamente as ruas estreitas da povoação, admirando as janelas e as portas. Faça uma visita à ermida, de frontaria simples e torres de grandes dimensões, com o altar ladeado pelas imagens de S. Gregório e de S. Jacinto, cuja festa se celebra no terceiro domingo de Agosto.
Saindo a norte, pelas traseiras de Salavessa, onde se ergueram as primeiras casas, surpreenda – se com os palheiros de xisto, os currais e as furdas. Aqui reina a paisagem de montado, com os abundantes muros de xisto de remate característico, delimitado pequenas propriedades em declive acentuado e cuja pedra era extraída em redor, sendo comuns os buracos escavados no solo. Seguimos por trilhos de terra e pedra, descendo até ao Tejo pelo antigo caminho para Vila Velha de Ródão. O sobreiro, a azinheira, a oliveira, o pinheiro-bravo, o eucalipto, a esteva, a giesta, o rosmaninho, o zimbro, o medronheiro, a urze e o alecrim são a vegetação mais comum por estas paragens. No Tejo, junto ao qual abundam o junco, o salgueiro, o choupo e o freixo, pode – se pescar o barbo, a boga, a carpa, o achigã, a enguia, o Bordalo e a perca. Neste território vivem animais como o javali, o veado, a raposa, o ginete, a lebre, o saca-rabo e o gato-bravo, bem como a garça-real, a cegonha-negra, o milhafre-real, a águia-pesqueira, o abutre-negro, o bufo-real e o grifo.
Acompanhando a margem a partir de um pontão, siga pelo caminho que termina na fisga do Tejo, uma escarpa de uma dezena de metros, feita inicialmente para desviar o curso da ribeira do Fivelo, e que nos leva até ao primeiro açude e às entranhas da serra de Nisa. Lado a lado com o curso de água, descubra o segundo açude e, mais adiante, um muro apiário, dissimulado na vegetação. Serpenteie as colinas e contemple os açudes, as noras e os canais de rega, outrora utilizados na retenção de chuva e no aproveitamento das águas da ribeira para irrigação das hortas. Transponha a margem ao quarto açude e continue a subida, passando junto aos muros em socalco que sustentam as oliveiras, úteis contra a erosão dos solos.
Já com o trilho afastado da ribeira, regresse a Salavessa e não se esqueça de provar o típico pão de trigo, as tigeladas, os bolos dormidos, bem como as sopas de afogado e de carne fresca. Aproveite ainda para visitar as antas da Terra do Sobreirão, próximas da aldeia, e as do pego do Bispo, junto à foz da ribeira do Fivelo.

Muros Apiários: os muros apiários são construções em pedra que servem para proteger as colmeias das incursões de mamíferos como o urso pardo. Alguns dos exemplares da região, existentes desde a Idade Média, continuam em funcionamento.

Arquitectura tradicional em Salavessa: sobressaem as casas caiadas de branco ou com reboco encrespado e colorido, de rodapé azuis, amarelos e verdes. As altas e corpulentas chaminés brancas, de formas arredondadas, com barras azuis e amarelas ou encimadas por cata-ventos, cobrem largas lareiras onde se defumam enchidos de porco. No verão, o calor é afastado por grossas paredes de pedra ou tijolo. Na zona norte da aldeia, abundam palheiros, currais, furdas e muros de xisto com remate característico.

Açudes e Noras: ao longo do curso do Fivelo encontramos uma série de açudes e noras, que remontam aos períodos medieval, moderno e contemporâneo, utilizados no aproveitamento das águas da ribeira e das chuvas.
Os açudes são muros de pedra que retêm a água, conduzindo-a através de um canal ao moinho ou azenha, num percurso descendente, de forma a movimentar o rodízio e a mó que transforma os cereais em farinha.
A nora possui um engenho de rodas dentadas, discos e alcatruzes, movido por um animal de carga, que bombeia a água para uma levada, levando-a de volta ao açude por acção de gravidade, após a rega das hortas e pomares situados a nascente.

ASPECTOS de INTERESSE

RIBEIRA DO FIVELO: a ribeira do Fivelo nasce nas lameiras de São Silvestre, no termo de Montalvão, entrando nesta vila junto a Pé da Serra. Esta linha de agua desagua nas margens do Tejo, perto do pego do Bispo.
Subindo a colina e acompanhando o curso da ribeira do Fivelo, praticamente seca no Verão, pode apreciar-se a engenharia tradicional presente em açudes e noras, com que se fazia o aproveitamento do seu curso de água e das chuvas, bem como nos muros de sustentação das oliveiras, úteis contra a erosão dos solos.

FAUNA E FLORA em destaque
JAVALI: de pêlo acastanhado e hábitos nocturnos, alimenta-se de plantas, frutos, insectos, moluscos, pequenos mamíferos e ovos de aves. Para se livrar de parasitas, chafurda na lama e roça-se nas árvores. Anda em grupo, liderados por uma fêmea.

ESTEVA: arbusto de crescimento rápido, resistente à seca, com folhas compridas e estreitas e flor branca. A sua resina inibe o crescimento de outras espécies e é usada na perfumaria, muito abundante no Alentejo, forma matos densos.

Half MIDE: Das Medium ist keinen Risiken ausgesetzt

Itinerary MIDE: Klar definierte Straßen und Kreuzungen

MIDE displacement: Größtenteils glatte Oberfläche