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PR4 – “ROTA DAS MINAS”

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Registration: PR4 – “ROTA DAS MINAS”

Travel Forms: Walking Bicycle Horse

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Distance Distance: 10 km

Estimated time Estimated time: 3h

Route Type Route Type: Circular paths

Description:

O percurso inicia-se junto ao posto de turismo situado no antigo posto da Guarda-fiscal. Dirige-se para Segura pela antiga estrada, a calçada, passando junto ao chafariz com o nome desta.
Após o atravessamento da EN 355, sobe pela rua Tenente João Lopes, chega à rua Nova entrando no Largo da Praça pelo Arco das Portas de Baixo.
Continua-se à esquerda pela rua do Alegrete e depois pela rua das Portas de Cima.
Atravessa-se novamente a EN 355 e, por caminhos entre-muros, rapidamente se chega a um local onde existe um cruzamento de dois caminhos bem definidos e largos. Seguindo em frente tem-se a antiga Lavaria a 150 metros (local onde era efectuada a lavagem do minério). Após visita regressa-se ao cruzamento seguindo-se agora, pelo caminho que aparece à esquerda.
Daqui a 300 m toma-se uma quelha à esquerda, entre muros, que leva a uma antiga quinta, chamada a Horta do Mirante. Da referida quelha pode observar-se um monte cónico onde são visíveis as cascalheiras das antigas minas de chumbo.
Agora, toma-se à direita um caminho antigo que levará outra vez à EN 355. 100 metros por esta e está-se junto ao campo de futebol e à sede do Clube de Caça e Pesca. Daqui sai um pequeno ramal que, ao longo da EN 355 leva às antigas minas de volfrâmio e de estanho. Estas estão do lado esquerdo da EN 355 (se se estiver de costas para Segura) e a 250 metros do Clube de Caça e Pesca.
Após visita regressa-se ao referido clube, continuando o percurso por um caminho que passa a sul do campo de futebol e depois à direita por um caminho de asfalto em direcção a Segura.
Às primeiras casas à entrada de Segura, toma-se um caminho à esquerda que, após o asfalto, leva a uma quelha entre muros pelas encostas do vale até ao rio Erges que se acompanha cerca de 300 metros até à Azenha do Roque. Sobe-se de seguida até Segura onde se entra pelo largo da Misericórdia. Aqui há uma igreja muito bonita e antiga que dá o nome ao largo.
Segue-se em frente tomando-se a travessa das Portas de Baixo. Aqui ruma-se em sentido inverso pela calçada até ao Posto de Turismo onde se iniciou a marcha.
Continuando pelo antigo caminho tem-se o rio Erges e a sua velha ponte de séculos ali a 600 metros.

Património Geomineiro

A planura xistenta é entalhada pelo profundo vale do Rio Erges, esventrando o maciço granítico de Segura-Cabeza de Araya. A paisagem torna-se diversificada, erguendo-se das vertentes íngremes do Erges os imponentes canchais, termo local para os amontoados de grandes blocos graníticos. Entre a azenha do Roque e o moinho das Freiras, este rio corre ao longo de um imponente desfiladeiro conhecido como “as fragas”, atingindo 100 metros de profundidade e expondo com particular detalhe o contacto entre a intrusão granítica e os xistos metamorfizados: um verdadeiro enxame de filões ácidos aplitopegmatiticos e veios de quartzo contorcidos em formas inusitadas cruzam a auréola de xistos mosqueados e corneanas pelíticas que circunda o maciço granítico.
Nas Freiras ou junto da Ponte Romana, os magníficos afloramentos rochosos relatam-nos o modo como uma bolsada de magma se instalou no interior da crusta terrestre há 300 milhões de anos, cozendo os sedimentos à medida que arrefecia lentamente e cristalizava num granito profiróide de duas micas. A circulação de fluidos quentes ao longo de fracturas nas rochas encaixantes levou ao intercâmbio de elementos químicos e à precipitação de minerais de relevante interesse económico, como a volframite, a cassiterite e o ouro. Desde 1857, e durante mais de um século, Segura foi um couto mineiro de importância regional, tendo-se explorado volfrâmio, estanho, chumbo argentífero, barite, zinco, ouro e fosfatos. As minas do Barreirão e da Tapada do Zé Marques, ou a lavariafundição das Eirinhas, são registos ímpares da evolução das tecnologias empregues para a exploração de uma grande variedade de jazigos minerais de natureza filoniana.

Half MIDE: The medium is not free from risks

Itinerary MIDE: Paths or signaling that indicates continuity

MIDE displacement: Walking in staggered footpaths or irregular terrains