Idanha-a-Nova

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Territorio: Portugal

Descripción:

A meio caminho entre Lisboa e Madrid, o Concelho de Idanha-a-Nova não podia estar melhor localizado. Com a auto-estrada da Beira Interior (A23) e o IC31 até à fronteira das Termas de Monfortinho, dispõe actualmente de boas acessibilidades, a apenas 286 km de Lisboa. Pela autovia Cória/Navalmoral de la Mata e Cáceres, são apenas 320 km até Madrid e muito menos até Cáceres, Badajoz e Salamanca. No seu interior, apresenta uma rede de estradas nacionais e municipais em bom estado de conservação.
Hoje, como outrora, Idanha-a-Nova está no centro da Península Ibérica.

Descripción Turística:

Não há muitos lugares com tantas histórias para contar, tantas riquezas para descobrir. Aqui viveram os primeiros seres vivos da terra, imortalizados nos fósseis de Penha Garcia e os primeiros homens de que há memória, guardada em valiosos testemunhos arqueológicos.
A sua localização privilegiada, no centro da Península Ibérica, tornou-a uma prioridade para os novos invasores. Aqui estiveram os Romanos, que fundaram a Egitânea, na grande via que ligava Mérida a Bracara Augusta. Por aqui passaram também suevos, Visigodos, Árabes e ordens militares medievais.
Mais tarde, com as fronteiras consolidadas, perdeu importância e fechou-se numa redoma. Durante séculos esteve adormecida, até despertar de novo com a abolição das fronteiras na Europa. Hoje, é um retrato fiel de milhares de anos de história, de civilizações antigas, de todas as invasões, conquistas e reconquistas.
Em Idanha-a-Nova há 17 localidades perfeitamente preservadas à sua espera, mas há também o magnifico património natural do Tejo internacional, as Termas de Monfortinho com um dos melhores balneários da Europa, as maiores reservas de caça de Portugal e condições excepcionais para a prática de desporto na natureza.
De remoto isolado, tornou-se o cenário ideal para quem procura o descanso, mas também a aventura e o lazer, em alternativa ao quotidiano e ao stress da cidade.
É este o segredo que o tempo, ciosamente, guardou para si. E que agora se revela em todo o seu esplendor. Venha descobri-lo.
Se gosta de apreciar a natureza e a sua biodiversidade, vai deliciar-se com o que esta terra tem para lhe oferecer: o Parque Natural do Tejo Internacional, um dos mais importantes da Europa, onde coexistem harmoniosamente centenas de espécies animais e vegetais com actividades humanas tradicionais; e também a mancha florestal e as cristas quartzíticas de Penha Garcia e o inselberg granítico de Monsanto, a campina de Idanha-a-Nova, os percursos dos rios. Um enorme património natural, no seu estado mais puro, espera por si.
Uma terra por onde passaram tantos povos e culturas diferentes e que durante tanto tempo esteve voltada para si própria só podia ter um legado impressionante de testemunhos históricos. Há diversos vestígios da cultura castreja e da presença dos romanos, na forma de estradas, pontes, calçadas, termas, villas e a grande urbe de então – a Civitas Igaeditanorum, hoje Idanha-a-Velha – de grande importância arqueológica, com mais de 2 mil anos, sem esquecer os testemunhos de visigodos, muçulmanos e cristãos.
Vale a pena percorrer o circuito dos castelos, as igrejas matrizes das 17 freguesias, as misericórdias, capelas e ermidas e, um valioso património de arte sacra. Não deixe também de admirar os 8 pelourinhos do Concelho, os diversos solares e palacetes ou os equipamentos agrícolas e indústrias tradicionais.
Monsanto merece uma visita mais demorada. Percorrer as suas ruas é entrar noutra dimensão do espaço e do tempo, descobrir as raízes mais profundas da relação entre a obra do homem e da natureza. Vigiada do alto pelo grande castelo, testemunha silenciosa de batalhas longínquas, a aldeia integra-se de uma forma quase orgânica na paisagem.
Além do património histórico, Idanha-a-Nova tem mil outros motivos de interesse. Hoje, está dotada de todas as infraestruturas que o viajante exige, na sua busca de destinos alternativos aos roteiros turísticos massificados.
Só tem que escolher um dos muitos hotéis, estalagens ou casas de turismo de habitação e decidir o que lhe apetece fazer em cada dia. Dar um mergulho numa das várias piscinas e albufeiras ou descer um dos rios de canoa. Jogar ténis, futebol ou outros desportos, como a caça ou a pesca. Dar um passeio a cavalo ou de BTT. Fazer uma caminhada, mais curta ou mais longa, por um dos 17 belos percursos naturais da região. Ou ainda, se preferir, actividades um pouco mais radicais: fazer uma escalada numa das 40 vias de grande qualidade ou saltar da rampa de parapente entre Penha Garcia e Monfortinho.
Ou, porque não, ficar apenas a descansar. Simplesmente não fazendo nada.
Se o amor passa pelo estômago não lhe vão faltar motivos para se apaixonar por esta terra. Comece por saborear os pratos de peixe de água doce, como o achigã frito com arroz de tomate ou umas migas de peixe. Depois, passe à carne: a sopa de matança, o ensopado de borrego, javali ou veado, a perdiz de escabeche ou arroz de lebre. Não deixe de provar os deliciosos espargos silvestres à moda de Idanha. Acompanhe tudo com um esplêndido pão caseiro e termine com umas belas papas de carolo ou arroz doce.
Idanha-a-Nova é um óptimo lugar para passar umas férias durante todo o ano. Cada época tem os seus encantos. Há no entanto alturas especiais, particularmente interessantes ou animadas. Uma coisa é certa: quem vem a Idanha-a-Nova leva consigo memórias inesquecíveis e normalmente volta uma e outra vez.
Poucos concelhos no país terão uma tradição tão rica e secular como a que ainda hoje existe em Idanha-a-Nova. Ao longo da Quaresma e culminando no Domingo de Páscoa, decorrem um pouco por toda a região diversas actividades de cariz religioso, impregnadas de profunda emoção e devoção.
É praticamente impossível nomear todas as festividades que durante todo o ano se realizam por todo o lado. Mas podem destacar-se algumas, que têm atraído inúmeros visitantes, muitos deles urbanos à procura das suas origens, das suas raízes: a Sra. do Almortão; Sra. do Loreto (padroeira da aviação); a Sra. Da Azenha; os Bodos de Monfortinho e Salvaterra; as Cavalhadas de São João do Rosmaninhal; a Festa do Castelo ou da divina Santa Cruz, em Monsanto; o Natal; o Carnaval e a Páscoa, de que já falamos.
Além da programação de todo o tipo de espectáculos culturais do município, destacam-se três eventos regulares: a Feira Raiana de Desenvolvimento Local e Cooperação Transfronteiriça; Programa de Animação das Aldeias Históricas; o Festival Boom de música, dança e outras actividades artísticas.

Descripción detallada:

Sendo um concelho maioritariamente agrícola, Idanha-a-Nova, estrategicamente tem vindo a desenvolver o sector do turismo, como área complementar de desenvolvimento territorial. Aproveitando todas as mais valias naturais e culturais que possui, o sector do turismo é hoje uma área económica em franco crescimento e ainda com um enorme potencial de desenvolvimento. Mas não só o turismo se apresenta como vector de expansão, também, o sector agro-industrial e florestal, fundamental para a economia agrária, o sector da logística, dada a localização privilegiada no contexto ibérico, os serviços numa perspectiva transversal, as energias limpas (solar, biomassa, hídrica, entre outras), entre outras áreas do contexto social e económico. Para os investidores, Idanha-a-Nova possui duas Zonas Industrias, bem localizadas, uma Incubadora de Empresas para apoio a novas iniciativas empresariais e um conjunto de outros apoios ajustáveis ao tipo de investimento a realizar. Idanha-a-Nova, uma terra de oportunidades.
O Adufe é o verdadeiro símbolo da identidade local, o adufe é um bom exemplo da preservação das tradições que caracteriza a região de Idanha-a-Nova. Embora antigamente pudesse ser encontrado noutras regiões do país, este género de pandeiro bi-membranofone só aqui mantém ainda hoje alguma vitalidade e projecção. Feito de pele de ovelha ou cabra montada numa armação quadrada de madeira, forma uma caixa de ressonância estreita, dentro da qual são colocadas sementes, areias, soalhas ou mesmo caricas, para enriquecer o seu som peculiar. Tocado por mulheres – as adufeiras – é feito principalmente no Centro de Artes Tradicionais e na oficina de José Relvas.