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Concelho de Nisa - Olhar sobre a Foz PR 3

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Registro: •Concelho de Nisa - Olhar sobre a Foz PR 3

Formas del recorrido: Caminando

  • Enero amarillo
  • Febreroamarillo
  • Marzoverde
  • Abrilverde
  • Mayoverde
  • Junioverde
  • Julioamarillo
  • Agostoamarillo
  • Septiembreamarillo
  • Octubreamarillo
  • Noviembreamarillo
  • Diciembreamarillo
  • Óptima: verde
  • Media: amarillo
  • Mala: rojo

Distancia Distancia: 5,75km

Tiempo estimado Tiempo estimado: 2h00

Tipo ruta Tipo ruta: Circular

Descripción:

Nisa> EM 544> CM 1159> CM 1001> Central da Velada
O percurso inicia-se na central hidroeléctrica da Velada, onde pode observar atentamente a estrutura de canais que a alimentam. Os primeiros metros do trajecto são calcorreados ao longo do vale da ribeira de Nisa, até passarmos junto a uma azenha. Mais à frente, atravesse o pontão da represa e percorra o caminho em terra batida que acompanha a margem direita da ribeira até a Foz, onde esta se cruza com o rio Tejo. Em redor, à medida que o trilho serpenteia o terreno onde abundam as estevas, podem observar-se ao longo os montes cobertos de oliveiras em socalco, outrora importante fonte de rendimentos para as populações locais. Hoje, a agricultura, a olivicultura e a exploração de cortiça e dos eucaliptais, que por aqui também se destacam, são as principais actividades económicas.
Inicia-se então o ponto mais difícil do percurso.com os eucaliptos a adensarem-se, suba até ao alto da colina, onde encontrará um miradouro privilegiado sobre os nós da ribeira de Nisa e sobre o Tejo. O vale deste rio estabelece a transição entre o sul do país, quente e seco, e o norte, temperado e húmido. No seu troço inicial em território português, são comuns as zonas de declive acentuado, ricas em xisto, granito e quartzo. Em frente, a linha da Beira Baixa demarca a paisagem, num ponto privilegiado de observação de aves, como a águia-pesqueira, a garça-real, a cegonha-negra, o milhafre-real, o abutre-negro, o bufo-real, o corvo-marinho ou grifo. Este é também o território inato do javali, do veado, do coelho, da lebre, da raposa, do ginete, do saca-rabo e do gato-bravo. Nesta região, a paisagem natural é dominada por sobreiro, azinheira, oliveira, pinheiro-bravo, eucalipto, amieiro, choupos branco e negro, bem como pela esteva, a giesta, o rosmaninho, o zimbro, o medronheiro, a urze e o alecrim. Um pouco abaixo, nas margens do Tejo, abundam o junco os salgueiros brancos e comuns, o choupo e o freixo.
Depois de percorridos mais uns metros, surge uma descida por entre eucaliptais e estevais, que culmina no pontão que liga as duas margens da ribeira de Nisa, águas que convidam a uma pausa para pescar o barbo, a boga, a carpa, o achigã, a enguia, o Bordalo ou a perca, ou apenas a merendar com a família. Termine o percurso junto à central hidroeléctrica da Velada, saciando a sede numa fonte com óptima água fresca.
Aproveite ainda para visitar a igreja matriz de São Matias, edificada no monte de Cacheiro, que conserva uma imagem de pedra, do século XVI, representando S.Pedro. nesta povoação, conheça ainda as fontes de mergulho e os fornos do povo. No final, não se esqueça de provar o queijo, as cavacas, as tigeladas, os enchidos e o ensopado de borrego, e de trazer consigo alguns bordados, artigos em madeira, barro e cortiça ou mesmo ferrarias.

RIBEIRA de NISA
Nasce na serra de S.Mamede, tendo como afluente a ribeira de S.Bento. Atravessa Souto Velho, Vale Grande, Tapada das Nogueiras, Cabeça Gorda, Sobreiras, Hortas, Monte Carvalho, Monte Paleiros, Laranjeiras, Quatro Azenhas, Paulo da Costa, Vargem, Carvalhal das Vinhas, Póvoa e Nisa. Na foz, é acompanhada por oliveiras em socalco, com miradouros naturais para a bacia do Tejo, onde desagua.

OLIVAIS
Desde a fundação de Nisa, no tempo de D.Dinis, que a enxertia dos zambujeiros permitiu produzir olivais de grande qualidade, hoje espalhados pelas encostas, chãos e vinhas de todo o concelho. Devido à pobreza dos solos e ao microclima da região, os olivais prosperaram, a par das árvores de fruto e de cereais como o trigo, produzindo uma azeitona que proporciona um azeite com um sabor frutado e suave.

CENTRAL HIDROELECTRICA DA VELADA
A Central Eléctrica da Velada entrou em funcionamento em 1935 e foi construída pela Hidroeléctrica do Alto Alentejo, empresa responsável por outras seis unidades: Povoa e Meadas, Bruceira e Foz (situadas na ribeira de Nisa), Cabeço do Monteiro (rio Ponsul), Pracana (rio Ocreza) e Belver (rio Tejo). Actualmente, a Central Eléctrica da Velada está integrada na Hidrotejo- Hidroeléctrica do Tejo, pertencente ao grupo EDP, e que comporta as unidades de Belver, Povoa e Meadas, Bruceira e Caldeirão (rio Almonda).

ASPECTOS DE INTERESSE –

LINHO
Noutros tempos, o linho, hoje parte integrante do artesanato do concelho, era alagado e curtido na ribeira de Nisa, ao lado dos moinhos e dos campos semeados
Depois de cultivados, preparado e tecido naquela freguesia, o linho era transformado em panos finos e utilizados na produção de bordados e rendas, tradição que em Nisa remonta ao século XV.
Os alinhavados deste concelho, únicos no país, são feitos de fios contados, retirados da trama do pano, e de pontos ornamentais de crivo enrolado, deixando em aberto o fundo o fundo do desenho.

Fauna e Flora em destaque
BOCA: Espécie ibérica, de corpo alongado, focinho proeminente e barbatanas avermelhadas. Vive em locais de água corrente e albufeiras de águas limpas, alimentando-se de moluscos, larvas, vegetais e pequenas algas.

ZAMBUJEIRO: A variedade brava da oliveira encontra-se sobretudo em matagais e olivais abandonados, proporcionando alimento a tordos, raposas e coelhos.

O ponto mais alto do percurso é um miradouro privilegiado sobre a ribeira de Nisa e o Tejo, com a linha da Beira Baixa a demarcar a paisagem. Observe a avifauna em silêncio e de preferência com binóculos.

MIDE Medio: El medio no está exento de riesgos

MIDE Itinerario: Sendas o señalización que indica la continuidad

Mide desplazamiento: Mucha superficie lisa