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Concelho de Nisa - Trilhos do Conhal PR 4

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Registro: •Concelho de Nisa - Trilhos do Conhal PR 4

Formas del recorrido: Caminando

  • Enero amarillo
  • Febreroamarillo
  • Marzoverde
  • Abrilverde
  • Mayoverde
  • Junioamarillo
  • Julioamarillo
  • Agostoamarillo
  • Septiembreamarillo
  • Octubreamarillo
  • Noviembreamarillo
  • Diciembreamarillo
  • Óptima: verde
  • Media: amarillo
  • Mala: rojo

Distancia Distancia: 9,8 km

Tiempo estimado Tiempo estimado: 3h30

Tipo ruta Tipo ruta: Circular

Descripción:

O trajecto inicia-se no Arneiro, num caminho de terra batida, seguido em direcção ao limite norte da Serra de S. Miguel. Tendo no horizonte as Portas de Ródão, atravesse as hortas com ao característicos poços e picotas, e entre na paisagem selvagem recheada de zimbros, medronheiros e pinheiros, interrompida apenas por alguns montículos de pedras roliças. Ultrapassada uma ribeira encaixada num pequeno vale e cumprida a primeira subida acentuada, o olival é substituído pelos terrenos agrestes inundados de azinheiras, cascalho e muros baixos feitos com pequenos seixos de quartzito.
Ao atingir a íngreme entrada na serra, com vegetação mais densa e muita carqueja, giesta e esteva, serpenteie pequenos socalcos e paredes que escondem as oliveiras que por ali restam. Chegados ao topo, e ladeados por pinheiros bravos, seguimos o trilho de terra. Mais à frente, e à esquerda, faça uma pausa no percurso, aproveitando para visitar o buraco da Faiopa (cautelosamente, avance apenas até aos primeiros metros da fenda). Siga então a direito, com o castelo de Ródão espreitando ao fundo do corredor vegetal, até encontrar uma pequena clareira onde pode contemplar em pleno voo os corpulentos abutres e outras espécies protegidas, como a garça-real, a cegonha-negra, o milhafre, a águia-pesqueira, o corvo-marinho e o grifo. Este é também o território natural do javali, do veado, do coelho, da lebre, da raposa e do texugo. Uns metros adiante, num miradouro panorâmico, varra a paisagem com o olhar, da esquerda para a direita, focando ao longe o Tejo, a fonte das virtudes, o cabecinho encostado à foz da ribeira do Vale e o Conhal, terminando na vista privilegiada sobre Ródão que a liga a Nisa.
Descemos agora por um trilho de rocha, encostados à encosta, acompanhados por zimbros e medronheiros. Contorne então um eucalipto centenário e avance em direcção ao Conhal, parando mais à frente para subir aos enormes montes de seixos. Atravesse agora as pequenas hortas, com as suas casas de telha mourisca e divididas por muros baixos de xisto. Antes do regresso ao Arneiro, pare na fonte do ribeiro do Vale, na qual se destaca a saliência onde se apoiavam os cântaros de barro.
Já na povoação, detenha-se nos poiais rematados com lajes de xisto, que convidam a longas conversas nas noites de verão, e nas casas baixas e geminadas, caiadas com sucessivas camadas de cal, únicas pelos seus rodapés e chaminés artísticas ou pelas pequenas portas de madeira com minúsculos postigos por onde espreita a luz. Visite ainda um dos fornos comunitários onde outrora se cozia o pão. Como estamos numa aldeia piscatória, hoje voltada para a olivicultura e a pastorícia, prove ainda a tradicional sopa de peixe, o arroz de lampreia, o ensopado de enguia e a popular tigelada. Quanto ao artesanato, descubra a tarrafa (rede de pesca), os barcos em madeira, as rendas de bilros e os bordados à mão.

Pesca e barcos típicos
Outrora, toda a população do Arneiro se dedicava à pesca, inclusive as mulheres. Hoje, restam cerca de duas dezenas de pescadores, mas o rio permanece a principal fonte de rendimentos. Logo pela manhã, os barcos de pinho recolhem as redes com que pescam a boga, a lampreia, a carpa ou o achigã, e as armadilhas para o lagostim, considerado dos melhores crustáceos do país.

Buraco da Faiopa
Na serra de S.Miguel, onde combateram mouros e cristãos, está o buraco da Faiopa, que terá sido uma mina de ouro explorada por cartaginenses e fenícios. Diz a lenda que D. Urraca, esposa de um fidalgo cristão, se apaixonou por um nobre mouro e utilizou aquela passagem até ao rio para ir ao seu encontro. O marido vingou-se atirando-a do monte, atada a uma pedra.

Conhal do Arneiro
Num vale da margem esquerda do Tejo, a jusante das Portas de Ródão, encontra-se o Conhal do Arneiro, uma extensa escombreira formada por gigantescos amontoados de seixos, testemunhando a extracção de ouro que terá decorrido nas épocas romana e medieval. O metal precioso era lavado com a água da ribeira de Nisa, conduzida desde a Senhora da Graça. Provando a qualidade do minério alentejano, D.João III terá mandado fazer um ceptro em ouro extraído deste rio, e Vasco da Gama uma cruz, mostrando aos venezianos que em Portugal havia metal mais precioso que o do Oriente. Ferro, aço e prata são igualmente metais outrora explorados nas margens do Tejo.

ASPECTOS de INTERESSE –

PORTAS DE RODÃO
Esta imponente crista quartzítíca, que irrompe entre dois imensos blocos de pedra, resulta do atravessamento da Serra das Talhadas pelo rio.
Há milhares de anos, as águas do Tejo cobriam uma vasta região. A sua acção erosiva deu origem a esta garganta, onde o rio atinge uma das maiores profundidades. A zona marca ainda o anterior limite de navegabilidade do Tejo, quando este era um canal de comunicação entre o interior e o litoral do país.

SOPA DE PEIXE
No Arneiro pode desfrutar de um dos tradicionais pratos de peixe do rio. Embora aqui também se possam encontrar refeições típicas como o arroz de lampreia ou o ensopado de enguia, na gastronomia esta povoação é conhecida pela popular sopa de peixe. O barbo é o segredo deste prato, em cuja confecção também se utiliza a carpa. A sopa é por vezes servida num recipiente de cortiça, com as ovas do peixe no topo, o que lhe confere um paladar muito particular. Nesta iguaria não podem faltar o poejo e o pimentão.

Típica desta aldeia piscatória, aproveite para provar a famosa sopa de peixe do Arneiro, confeccionada com peixe fresco do rio e uma sabedoria ancestral que lhe conferem um sabor muito particular.

FAUNA E FLORA em destaque –
ABUTRE: ave rapina que se alimenta quase exclusivamente de carne putrefacta. De cabeça e pescoço compridos, desprovidos de penas, a sua envergadura pode ser superior a 2,5 metros.

ZIMBRO: espécie de pinheiro, que cresce até cinco metros de altura. As bagas são utilizadas em pratos de carne e as sementes na aromatização de bebidas com o gim. Anti-séptico e calmante, é indicado para problemas digestivos e renais.

MIDE Medio: El medio no está exento de riesgos

MIDE Itinerario: Caminos y cruces bien definidos

Mide desplazamiento: Marcha por sendas escalonadas o terrenos irregulares