Portalegre

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Território: Portugal

População: 26000

Densidade Populacional: 58,22 hab/km2

Superfície : 446,21 km2

Descrição:

O concelho de Portalegre fica situado no Norte Alentejano, em pleno coração do Parque Natural da Serra de S. Mamede. É constituído por 10 freguesias, 2 urbanas (Sé e S. Lourenço) e 8 rurais (Alagoa, Alegrete, Carreiras, Fortios, Reguengo, Ribeira de Nisa, S. Julião e Urra).
A cidade apresenta uma forte tradição industrial, remontando a indústria têxtil ao séc. XVII. No séc. XIX surgiu a Fábrica da Cortiça Robinson, dedicada ao fabrico de rolhas de cortiça que é parte integrante da memória de Portalegre e que contém um valioso espólio de arqueologia industrial. Em 1947 é fundada a Manufactura de Tapeçarias de Portalegre que, pelo seu trabalho artístico, se tornou o “ex-líbris” da cidade.
O centro urbano, com cerca de 16 000 habitantes, desenvolveu-se principalmente a partir do séc. XVI, época em que foi elevado a sede de bispado e à categoria de cidade. Nos séculos seguintes aqui se instalaram várias famílias nobres e burguesas, facto que contribuiu para a construção de um dos melhores conjuntos de casas solarengas do país.

Descrição Turist:

Portalegre possui um património arquitectónico notável.
Assim, convidamo-lo a acompanhar-nos numa visita pelo centro histórico, a qual terá início na Casa Museu José Régio.
Saindo do Museu em direcção à Praça da República, encontramos à nossa direita o antigo Convento de S. Francisco, um dos edifícios mais antigos da cidade, datado do séc. XIII. A Praça da República, antigo arrabalde da cidade medieval, encerra edifícios de grande valor patrimonial entre os quais se destacam o Palácio Acchioli (séc. XVIII), onde funciona a Escola Superior de Educação e o Palácio Avilez (séc. XVIII), actual Governo Civil de Portalegre.
Passando pela Porta de Alegrete, entramos na Rua 19 de Junho (antiga Rua da Carreira), que dá acesso à Praça do Município. Nesta rua encontramos o antigo Convento de Santo Agostinho (séc. XVII) e podemos aceder à rua de Santa Clara, assim denominada porque nela se situa o antigo Convento de Santa Clara e à rua do Castelo (séc. XIII, XIV, XVI).
Durante o percurso até à Catedral existem várias casas solarengas, entre as quais destacamos o Solar dos Viscondes de Portalegre (séc. XVIII) e a Casa de D. Nuno de Sousa, em cuja fachada lateral podemos apreciar um conjunto de janelas manuelinas. Na Praça do Município encontramos o edifício dos Paços do Concelho (séc. XVII) e a Catedral (séc. XVI, XVII, XVIII), consagrada a Nossa Senhora da Assunção. O interior contém um magnífico conjunto de pinturas maneiristas, uma importante colecção de talha dourada e ainda um belo conjunto de azulejos com exemplares seiscentistas e barrocos.
Saindo da Sé Catedral encontra o Museu Municipal, um Museu de Arte Sacra e Artes Decorativas que guarda o espólio dos conventos da Cidade. Para além das colecções de pintura, mobiliário e faiança, pode apreciar-se ainda, entre outras peças, uma colecção de Santos Antónios, o primeiro automóvel que circulou na cidade e uma belíssima colecção de caixas de rapé.
Saindo do Museu Municipal em direcção ao Museu de Tapeçaria Guy Fino, encontramos à esquerda a antiga Porta do Crato, hoje denominada Arco do Bispo por se encontrar junto ao edifício do Paço Episcopal (séc. XVI). No Largo Cristóvão Falcão (assim denominado em homenagem ao poeta portalegrense Crisfal), encontramos o Palácio Amarelo, também conhecido como Palácio dos Abrançalhas. Datado do séc. XVII, possui um belo conjunto de ferros forjados e dois brasões de armas esquinados dos Rombo de Sousa Tavares. Segue-se a visita ao Museu de Tapeçaria de Portalegre - Guy Fino.
Descendo a Rua Luís de Camões, saímos do centro histórico da cidade pela Porta da Deveza. Entrando na Rua 5 de Outubro pode apreciar a Igreja de S. Lourenço. No Rossio, antigo arrabalde onde tinham lugar as feiras e mercados populares, o edifício mais imponente é o Palácio Póvoas, solar setecentista.
Subindo a Avenida da Liberdade podemos apreciar o plátano centenário e um dos melhores exemplares da arquitectura barroca portalegrense, o edifício da Misericórdia, e ainda a Igreja do Espírito Santo.
Depois de uma passagem pelos espaços verdes da cidade, a primeira rua à direita leva-nos ao Mosteiro de S. Bernardo fundado em 1518 pelo Bispo D. Jorge de Melo e pertencente à Ordem de Cister. Trata-se de um edifício renascentista onde pode apreciar um dos túmulos mais sumptuosos desta época, com estátua jacente do Bispo fundador do Mosteiro.

Detailed description:

Portalegre deve o nome à formosura do lugar onde se insere. As primeiras referências à localidade denominavam-na de Portus Alacer, um porto seco de montanha, que se organiza em vila e em concelho no séc. XIII. O primeiro foral é concedido em 1259 por D. Afonso III e, anos mais tarde, em 1290, seu filho D. Dinis reformula o sistema de fortificação, erguendo doze torres e abrindo sete portas.
O espaço físico conquistado é reforçado com a construção de espaços espirituais, como sejam o Convento de S. Francisco (séc. XIII) e Sta. Clara (séc. XIV) e a Igreja do Espírito Santo (séc. XIV).
O séc. XVI foi um século prodigioso na economia e na população, na afirmação administrativa (Comarca em 1533, Diocese em 1549 e Cidade em 1550) e, como não podia deixar de ser, na monumentalidade arquitectónica. Da indelével passagem de bispos ficaram jóias do património urbano tais como o Mosteiro de S. Bernardo (séc. XVI), a Sé Catedral (séc. XVI), o Paço Episcopal (séc. XVI) e o primeiro Seminário (séc. XVI) – actual Museu Municipal. Dos séculos XVII e XVIII ficaram o Convento de Sto. Agostinho, o Calvário, a Igreja de S. Lourenço, o Colégio de S. Sebastião e a Igreja do Senhor do Bonfim. Antigas e novas igrejas recebem o resplandecente ouro das talhas e os belíssimos painéis de azulejos. Este cenário apela a Portalegre várias famílias nobres e burguesas, facto que irá contribuir para a existência na cidade e arredores de um dos melhores conjuntos de casas solarengas do país. Entre outras, destacam-se o Palácio Achioli, o Palácio Avilez, a Casa Nobre de D. Nuno de Sousa e o Palácio Amarelo.
Portalegre conhece um notável desenvolvimento a partir do séc.XVII e seguinte, com a fundação da Real Fábrica de Lanifícios, por iniciativa do Marquês de Pombal. No séc.XIX surgiu a Fábrica Robinson, dedicada à preparação e transformação de cortiça, que é parte integrante da memória de Portalegre e que possui um valioso espólio de arqueologia industrial. Em 1947 é fundada a Manufactura de Tapeçarias, que, pela originalidade e valor artístico dos seus trabalhos, depressa se tornou no “ex-líbris“ da cidade.
Notável pelo seu conjunto arquitectónico barroco, possui uma riqueza museológica rica e diversificada: o Museu Municipal (actualmente encerrado para obras), a Casa Museu José Régio e o Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino.
Situado em pleno coração do Parque Natural da Serra de S. Mamede, o concelho de Portalegre apresenta uma riqueza geomorfológica, paisagística, floristica e faunística que o tornam muito interessante do ponto de vista do património natural e da conservação da natureza. Para os amantes do pedestrianismo existem quatro percursos pedestres no Concelho de Portalegre, sinalizados pelo Parque Natural de São Mamede: Alegrete, Carreiras, Reguengo e Ribeira de Nisa.